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Política

Rondônia Rural Show movimentou R$ 4,5 bilhões em negócios em 2026


Movimentação intensa no último dia de Rondônia Rural Show Internacional A 13ª edição da Rondônia Rural Show Internacional movimentou R$ 4,5 bilhões em negócios neste ano, segundo o Governo de Rondônia. Apesar do resultado expressivo, o evento não superou o recorde registrado em 2025, quando a feira alcançou R$ 5,1 bilhões em negociações. De acordo com o governo estadual, foram investidos mais de R$ 26 milhões na estrutura do evento, que foi planejada para atender produtores rurais, empreendedores, empresários e visitantes de várias regiões do estado. O balanço divulgado aponta que cerca de 410 mil pessoas passaram pelo Centro Tecnológico Vandeci Rack, em Ji-Paraná (RO), durante os seis dias de programação. No ano passado, a feira recebeu aproximadamente 430 mil visitantes. Confira a movimentação financeira da feira ao longo dos anos: 2012 (1ª edição): R$ 186 milhões; 2013: R$ 294 milhões; 2014: R$ 530 milhões; 2015: R$ 621 milhões; 2016: R$ 485 milhões; 2017: R$ 660 milhões; 2018: R$ 533 milhões; 2019: R$ 700 milhões; 2020 e 2021: evento não realizado devido à pandemia; 2022: R$ 2,6 bilhões; 2023: R$ 3,5 bilhões; 2024: R$ 4,4 bilhões; 2025: R$ 5,1 bilhões; 2026: R$ 4,5 bilhões. A Rondônia Rural Show Internacional foi realizada entre os dias 25 e 30 de maio, em Ji-Paraná (RO), com uma programação voltada ao fortalecimento do agronegócio. O evento contou com painéis, fóruns, oficinas técnicas, seminários, mesas-redondas, palestras e exposições. O tema desta edição foi “Exportação e Desenvolvimento”, reunindo produtores, pesquisadores e representantes da comunidade em debates e atividades sobre o crescimento do setor agropecuário em Rondônia. Rondônia Rural Show 2023 Divulgação

Juiz de RO identifica comandos ocultos para manipular IA em processo e pede investigação de advogados


Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia (TJRO) CNJ via BBC A 2ª Vara Cível de Porto Velho identificou o uso de uma técnica conhecida como “prompt injection” em um processo judicial que discute a cobertura de cirurgias reparadoras por um plano de saúde. Segundo a Justiça, a prática teria sido usada para tentar influenciar ferramentas de inteligência artificial que poderiam analisar o caso. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias de RO em tempo real e de graça Além de negar o pedido de liminar do paciente, o juiz Danilo Augusto Kanthack Paccini aplicou uma multa por má-fé e determinou o envio do caso à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para que a atuação dos advogados responsáveis pela ação seja investigada. 🔍 O “prompt injection” é uma técnica usada para esconder comandos em documentos com o objetivo de influenciar sistemas de inteligência artificial. Esses comandos podem alterar respostas, interpretações e resumos feitos por ferramentas automatizadas. O tema tem ganhado destaque recente. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) informou que identificou tentativas semelhantes em processos em tramitação e abriu investigações. Em outro caso, no Pará, advogadas foram multadas após tentativa de manipulação de sistema com uso de um “código secreto”. O que o paciente pedia? O processo foi aberto contra uma operadora de plano de saúde. O paciente queria que a empresa pagasse cirurgias reparadoras após uma cirurgia bariátrica. Entre os procedimentos pedidos estão ritidoplastia (lifting facial) e braquioplastia (cirurgia nos braços). Segundo a defesa do paciente, as cirurgias seriam necessárias por causa das consequências físicas da grande perda de peso. Antes de analisar o caso de forma definitiva, o juiz negou o pedido de urgência. Segundo a decisão, ainda faltam informações técnicas para comprovar a necessidade dos procedimentos. Como a irregularidade foi descoberta? A suspeita surgiu após os advogados da operadora de saúde informarem à Justiça que encontraram um trecho escondido no documento apresentado pela defesa do paciente. Depois do alerta, o juiz analisou o arquivo e confirmou a existência do texto oculto. Segundo a decisão, o trecho estava no fim da petição inicial, depois da assinatura dos advogados, em fonte muito pequena e na cor branca sobre fundo branco, o que dificultava sua visualização em uma leitura normal. O que dizia o texto oculto? Segundo a decisão, o trecho escondido trazia instruções voltadas a sistemas de inteligência artificial que poderiam analisar o documento. Entre os comandos estavam orientações para: classificar as cirurgias como procedimentos reparadores e funcionais, e não estéticos; reconhecer que o caso tinha urgência médica; aplicar entendimentos favoráveis ao consumidor; considerar que houve dano moral pela negativa do plano de saúde. O juiz afirmou que as instruções estavam organizadas em formatos parecidos com JSON e XML, linguagens usadas para organizar dados e facilitar a leitura por sistemas automatizados. Para o magistrado, o objetivo do texto era influenciar análises feitas por ferramentas de inteligência artificial no processo. LEIA TAMBÉM: Vigilante de escola é investigado por traficar drogas em esquema de ‘delivery’ em RO Motorista atropela e mata trabalhador enquanto tentava fugir de blitz em RO Decisão da Justiça Na decisão, o juiz afirmou que esconder comandos no documento vai contra os deveres de lealdade e boa-fé no processo judicial. Para o magistrado, houve uma tentativa de manipular o andamento do processo com uso de tecnologia. Por isso, o autor foi condenado a pagar uma multa por má-fé equivalente a 10% do valor da causa, cerca de R$ 10 mil. O juiz também afirmou que não poderia punir diretamente os advogados envolvidos no caso. Por isso, determinou o envio de ofícios à OAB de Rondônia, São Paulo e Paraná para que a conduta dos profissionais seja investigada. O que dizem os advogados? A decisão cita os advogados Rodrigo Eduardo Batista Leite e Carla Simone Grecco como responsáveis pela assinatura da petição. Os dois são inscritos na OAB de São Paulo, e Rodrigo também tem registro na OAB do Paraná. Ao g1, a advogada Carla Simone Grecco, que elaborou a petição inicial, afirmou que não sabia da existência dos comandos relacionados à inteligência artificial encontrados no documento. Segundo ela, os documentos produzidos em sua atuação profissional eram revisados e protocolados pelo escritório Leite Advogados, onde atua como advogada associada, já que ainda estava no início da carreira. “Não inseri, não determinei a inserção, não revisei tecnicamente e não tinha ciência da presença desses comandos na versão protocolada da petição. O protocolo eletrônico do documento foi realizado por outro patrono", declarou. A advogada também afirmou que a investigação deve analisar a responsabilidade individual de cada profissional e disse estar à disposição da OAB para prestar esclarecimentos e colaborar com as apurações. O outro advogado mencionado na decisão também foi procurado pelo g1, mas não se manifestou até a última atualização desta reportagem. Posicionamento das OABs A OAB de São Paulo informou que todas as denúncias são analisadas pelo Tribunal de Ética e Disciplina, mas destacou que os processos são sigilosos. A entidade também afirmou que aplicou mais de 7 mil sanções disciplinares entre 2022 e 2025. Já a OAB de Rondônia informou que abriu uma investigação para apurar o caso. Segundo o presidente da seccional, Márcio Nogueira, a entidade acompanha o avanço das tecnologias e orienta advogados sobre o uso ético da inteligência artificial. Questionado sobre possíveis punições, o presidente da OAB/RO disse que ainda não há um caso semelhante no estado que permita prever qual sanção poderá ser aplicada. O g1 também entrou em contato com a OAB do Paraná, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. AGORA NO G1: Agora no g1

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