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Filhos fazem ensaio fotográfico de despedida com mãe antes dela morrer de câncer
O ensaio fotográfico de despedida que reuniu Sônia Calegario e a família, após o diagnóstico de câncer em estágio avançado, foi realizado pouco menos de dois meses antes da morte da matriarca. Com o marido, os quatro filhos, o neto e dois genros, Sônia aparece em momentos de carinho nas fotografias feitas em 30 de setembro do ano passado. Ela morreu pouco depois, em 28 de novembro.
A família é de Ji-Paraná (RO), mas as fotos foram tiradas a quase quatro mil quilômetros de distância, em Maceió (AL). A viagem foi planejada após as filhas receberem a notícia de que a mãe enfrentava um câncer agressivo e tinha pouco tempo de vida.
“Quando a gente descobriu a metástase, a minha irmã falou: ‘Marcela, vamos fazer uma viagem em família porque pode ser a última viagem. Então a gente precisa aproveitar ao máximo e fazer tudo que ela gosta’. E ela gosta do mar, de ouvir o barulho do mar, das ondas. Nós fomos fazer a viagem, fazer um ensaio fotográfico para poder eternizar e aproveitar ao máximo aquele momento, porque a gente sabia que seriam os últimos”, explicou Marcela, filha de Sônia.
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De acordo com Débora Calegario, filha de Sônia, o médico autorizou a viagem, mas a paciente fazia uso de medicações fortes. No dia das fotos, Sônia não acordou bem por causa dos efeitos dos remédios, e a filha chegou a cogitar o cancelamento do ensaio. A ideia, no entanto, foi descartada após insistência da mãe.
Na praia, Sônia evitou esforço físico, mas aproveitou o momento, o vento e o som das ondas.
"Ela gostava de ficar sentada nas cadeiras de praia ouvindo o som do mar e eu tenho até um vídeo dela tomando água de coco assim olhando pro mar. Dava pra ver que o olhar dela tava longe sabe... Naquele dia ela não tinha acordado muito bem. Eu falei: 'Mãe, vamos cancelar então', mas ela disse que queria muito fazer e a gente foi fazer", disse.
As fotos foram realizadas como um último desejo de Sônia. Ela se esforçou para participar do ensaio, mas, segundo Débora, sentia muita dor e frio.
"Ela fez com dor e não transpareceu nas fotos, mas ela tava com dor, ela tava com frio. No final do ensaio ela ficou muito mal, começou a passar mal e a gente foi embora", relembrou.
Os registros fotográficos comoveram a internet meses depois da morte de Sônia, quando foram divulgados pela família e pelos fotógrafos Priscila Letícia Calú e Pollyanderson Calú. Priscila relata que essa foi, sem dúvidas, uma das experiências mais marcantes de sua carreira.
Sem saber que era um ensaio de despedida, a fotógrafa preparou a câmera e foi se emocionando com cada cena que captava. Os filhos chegavam um a um e contavam para a mãe o quanto a amavam, assim como o marido. Em meio a lágrimas e abraços, sozinhos ou em grupo, as fotos foram nascendo.
“Fotografar essa família, pra mim, foi muito mais do que um trabalho. Foi diferente de tudo que eu já vivi na fotografia. Foi um aprendizado. Eu entendi que o mais importante é viver o hoje, o agora, porque o passado já foi e o futuro a gente ainda não tem. O que existe é esse momento. E essas fotos são isso: um pedaço do agora que vai ficar pra sempre, guardado na memória e na história da família, para que as próximas gerações também saibam quem ela foi e o amor que existia ali”, comenta Priscila.
Despedidas e últimos momentos
Além do ensaio e da viagem, a família buscou outras formas de criar memórias nos últimos meses de vida de Sônia. Marcela estava grávida do segundo filho quando soube do estado paliativo da mãe e decidiu antecipar o chá de bebê para compartilhar o momento com ela.
No dia seguinte ao chá de bebê, Sônia pediu para ser levada ao hospital, onde morreu cerca de dez dias depois, em 28 de novembro de 2025.
Os relatos da família deixam claro que Sônia decidiu como levar a própria vida e também a partida, aproveitando até o fim. Ela se despediu de todas as pessoas importantes e destacou o quanto as amava. E recebeu todo o amor em troca.
Veja algumas fotos do ensaio da família:
Sônia e família
Priscila Calú
Ensaio de Sônia
Priscila Calú
Sônia Calegario
Priscila Calú
Ensaio de Sônia Calegario
Priscila Calú
Ensaio de Sônia Calegario
Priscila Calú
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Foto ilustrativa: Canva
Reprodução - Internet
A maior gruta de Rondônia, com cerca de 415 metros de extensão, teve parte de sua estrutura destruída, segundo o Ministério Público Federal (MPF), durante a exploração de calcário em Pimenta Bueno (RO). O caso está na Justiça, e o órgão aponta uso irregular de explosivos e pede R$ 8 milhões por danos ambientais.
🔎 As cavernas são consideradas patrimônio da União e têm grande importância científica, cultural e ambiental. Elas guardam registros da história natural, podem abrigar espécies únicas e já foram usadas para turismo na região.
A ação do MPF envolve empresas de mineração e órgãos públicos responsáveis pela atividade e pela fiscalização. Entre os citados estão a Empresa de Mineração Aripuanã (EMAL), a Companhia de Mineração de Rondônia (CMR), a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-RO), o Governo de Rondônia e a Agência Nacional de Mineração (ANM). De acordo com o processo, todos teriam responsabilidade, direta ou indireta, pelos danos.
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Segundo o MPF, a exploração de calcário ocorreu por anos sem o cumprimento de exigências básicas, como a realização de estudos ambientais obrigatórios. Já os órgãos públicos, ainda conforme o órgão, teriam falhado na fiscalização e até autorizado atividades sem os requisitos legais.
O problema, de acordo com a ação, é antigo. A exploração começou na década de 1980 e já acumulava denúncias e registros de irregularidades ao longo do tempo. Em 2004, especialistas alertaram para os impactos nas cavernas.
Em 2008, uma vistoria do Ibama identificou, segundo o processo, o uso de explosivos sem autorização e danos na gruta. Mesmo assim, as atividades teriam continuado ao longo dos anos, agravando a situação.
O MPF afirma que houve falhas graves no licenciamento ambiental. O Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), exigidos por lei, nunca foram apresentados, segundo o órgão. Para o MPF, isso torna inválidas as licenças concedidas.
A perícia apontou que a estrutura da chamada Gruta Frente de Lavra foi alterada. A entrada principal ficou mais estreita e foram encontradas marcas de perfuração e sinais de explosões no teto e na entrada da caverna.
Análises químicas também identificaram, de acordo com o laudo citado na ação, resíduos de explosivos, como TNT, em áreas que deveriam estar preservadas.
Segundo o processo, cerca de 20 metros da gruta foram destruídos. A entrada foi bloqueada por pedras e há danos visíveis, como perfurações e restos de material explosivo.
O MPF também aponta que não foi respeitada a área de proteção mínima de 250 metros ao redor das cavernas, como exige a legislação, além da ausência dos estudos ambientais obrigatórios.
Os impactos vão além da destruição física. Especialistas citados na ação destacam perdas em diferentes áreas:
científica, pela perda de registros da história da Terra;
cultural, por afetar a identidade da região;
ambiental, devido ao risco para espécies que vivem nas cavernas;
social, com a perda de espaços de turismo e lazer.
Na ação, o MPF pede a recuperação da área, a elaboração de um plano de recuperação ambiental, a suspensão imediata de atividades na área protegida e que não sejam concedidas novas autorizações sem estudos ambientais. O órgão também solicita o pagamento de R$ 8 milhões por danos morais coletivos.
Para o MPF, a Gruta da Lavra do Calcário é mais do que uma formação rochosa: trata-se de um patrimônio natural e cultural de Rondônia, protegido por lei.
O caso agora será analisado pela Justiça, que vai decidir se houve responsabilidade pelos danos e se haverá reparação, além de definir medidas para proteger a área no futuro.
O g1 entrou em contato com todas as partes citadas no processo, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.
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