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Homem foi condenado a 14 anos de prisão por abusar da enteada em Campo Grande
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Oito pessoas foram condenadas por integrar uma organização criminosa, após denúncia do Ministério Público de Rondônia (MPRO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).Os réus também respondiam por associação para o tráfico de drogas.
As investigações começaram após a Operação Irmandade, deflagrada pela Polícia Federal em julho de 2019. A ação desarticulou uma facção criminosa que atuava em Rondônia e Mato Grosso do Sul.
Segundo o MP-RO, todos os condenados receberam pena de 4 anos de prisão e 20 dias-multa por organização criminosa. Em sete casos, a pena foi aumentada devido ao uso de arma de fogo. Além disso, seis réus também foram condenados por associação para o tráfico, com pena de 4 anos e 3 meses de prisão, além de 800 dias-multa.
Com a soma das condenações, as penas variam entre 8 anos e 3 meses e 8 anos e 11 meses de prisão, além de 820 dias-multa. O cumprimento será inicialmente em regime fechado.
De acordo com as investigações, o grupo atuava de forma organizada, com divisão de tarefas para o transporte de drogas e a negociação de armas e entorpecentes. Entre as provas, estão interceptações telefônicas que apontaram a ligação dos acusados com a facção Primeiro Comando da Capital (PCC).
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Operação 'Irmandade'
Realizada em 2019, a operação “Irmandade” cumpriu 20 mandados de prisão preventiva e 20 mandados de busca e apreensão em Porto Velho, Guajará-Mirim (RO), Vilhena (RO), Ji-Paraná (RO) e Cacoal (RO), além de Dourados e Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.
De acordo com a PF, os integrantes da facção tinham amplo acesso a telefones celulares dentro de presídios de Rondônia e mantinham contato direto com comparsas em liberdade, principalmente esposas e companheiras, para atuar no tráfico de drogas e armas.
Durante as investigações, foram apreendidas armas de fogo e munições negociadas pelos investigados. Segundo a PF, o material seria utilizado em furtos e roubos, especialmente de veículos que seriam trocados por drogas.
Os mandados de prisão foram cumpridos nos presídios Ênio Pinheiro, 470 e Panda, em Porto Velho. Outros sete mandados foram cumpridos na área urbana da capital.
Segundo a assessoria da PF, os detidos em Porto Velho foram levados para o presídio Pandinha. Em Guajará-Mirim, os presos foram encaminhados para a Casa de Detenção da cidade. Já em Ji-Paraná, os investigados seguiram para o presídio estadual do município.
Os alvos de Vilhena, Dourados e Campo Grande já estavam presos. Além disso, três pessoas que tiveram a prisão preventiva decretada em Porto Velho e uma em Ji-Paraná já cumpriam pena por outros crimes.
A operação teve apoio da Gerência de Informação e Inteligência Penitenciária da Secretaria de Estado de Justiça (GEII/Sejus) e do Grupo de Ações Penitenciárias (Gape).
Sede da PF em Guajará-Mirim
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