Leito de hospital, ilustração
Reprodução/TV Globo
A Justiça condenou o estado de Rondônia a devolver R$ 1,7 milhão ao Fundo Estadual de Saúde por uso irregular de verbas do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o processo, os recursos foram utilizados para pagar uma dívida do estado com uma empresa de seguros.
➡️ O processo começou em 2001 e teve decisão definitiva em 2022. Em março de 2025, a Justiça Federal pediu ao Ministério Público Federal (MPF) os cálculos atualizados do valor da condenação. Inicialmente, a quantia era de R$ 181,8 mil, mas, após perícia e correção monetária, o valor chegou a R$ 1,7 milhão.
A ação civil pública foi movida pelo MPF e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) contra o estado de Rondônia e a União. Na decisão, a Justiça apontou irregularidades no uso de recursos da saúde e determinou a devolução do dinheiro ao Fundo Estadual de Saúde.
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Entenda o caso
Segundo a ação apresentada em 2001, havia problemas na administração e na aplicação de recursos da saúde pública em hospitais estaduais de Rondônia. Entre as unidades citadas estavam o Hospital de Base Ary Pinheiro, João Paulo II, Cemetron, Fhemeron e a Policlínica Oswaldo Cruz, em Porto Velho, além de hospitais e hemocentros no interior do estado.
Os ministérios públicos afirmaram que o governo deixou de repassar mais de R$ 18 milhões ao Fundo Estadual de Saúde entre outubro de 2000 e fevereiro de 2001.
A ação também apontou falta de plano de carreira para profissionais da saúde, contratação de serviços por meio de contratos emergenciais e ausência de autonomia do secretário estadual de Saúde para movimentar os recursos do fundo.
Outro ponto destacado foi que o Conselho Estadual de Saúde não seguia a composição prevista em lei. Além disso, o estado não possuía documentos obrigatórios, como o plano estadual de saúde e relatórios de gestão para fiscalização dos recursos do SUS.
Durante o processo, o governo de Rondônia informou à Justiça que os R$ 18 milhões foram usados para pagamento de servidores da saúde. O estado também afirmou que regularizou os repasses ao Fundo Estadual de Saúde e adotou medidas para corrigir as irregularidades apontadas.
Fase final
O processo está agora na fase de execução da sentença, quando a Justiça cobra o pagamento definido na decisão.
Após a entrega dos cálculos atualizados pelo MPF, o estado de Rondônia deverá informar se concorda ou não com o valor cobrado. Caso não apresente contestação, a Justiça poderá determinar o pagamento para que os recursos retornem ao Fundo Estadual de Saúde.
O g1 entrou entrou em contato com o governo de Rondônia, mas até a última atualização dessa reportagem, não obteve retorno.
No âmbito das ações da campanha “Maio Laranja”, a Polícia Civil de Rondônia realizou, nesta sexta-feira, 8 de maio, a prisão de um professor de artes marciais em Vilhena. O homem é investigado por crimes contra a dignidade sexual, em um inquérito que apura práticas de estupro, assédio e importunação sexual contra, ao menos, oito […]
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Um professor de artes marciais foi preso nesta sexta-feira (8) em Vilhena (RO), suspeito de cometer crimes sexuais contra adolescentes. Segundo a Polícia Civil, ele é investigado por estupro, assédio e importunação sexual envolvendo oito vítimas.
A prisão foi realizada por equipes da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) e da Delegacia de Homicídios, após o avanço das investigações sobre a conduta do suspeito durante aulas e atividades esportivas.
De acordo com a polícia, o caso contou com o apoio de órgãos de proteção à criança e ao adolescente. O Conselho Tutelar e o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) ajudaram no acolhimento das vítimas e no encaminhamento das denúncias às autoridades.
A Federação de Artes Marciais também colaborou com as investigações, auxiliando as vítimas no registro das ocorrências e reforçando a importância do cumprimento das normas éticas no esporte.
A prisão aconteceu durante a campanha Maio Laranja, que busca conscientizar a população sobre o combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes.
Segundo a Polícia Civil, a atuação conjunta entre os órgãos de proteção e a segurança pública foi fundamental para a coleta de provas e para garantir atendimento psicológico e social às vítimas.
A polícia informou ainda que o caso segue sob sigilo para proteger a identidade dos adolescentes, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Denúncias de violência contra menores podem ser feitas de forma anônima pelo Disque 100 ou diretamente nas unidades da Polícia Civil e Conselhos Tutelares.
Professor de artes marciais preso
Divulgação/PC
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