O plural de degrau é degraus (Imagem ilustrativa) Foto: Freepik
Dia desses fui ao médico e entrei no prédio onde fica o consultório pela garagem. Foi a primeira vez que passei por lá e, rapidamente, quis saber como poderia acessar o elevador. Pedi ajuda ao manobrista, e ele me respondeu: “É fácil! A senhora sobe aqueles degrais, abre a porta da esquerda e vai chegar ao elevador.”
Claro que ouvi os “degrais” do moço e não o corrigi. Mas, na hora, pensei: “Isso vai virar coluna para o Pleno.News…”
E aí, eu pergunto: você também se embanana com alguns plurais? Então, se isso já aconteceu, preste atenção, porque, no texto desta semana, a ideia é ajudá-lo nessa questão.
Vamos começar com o plural das palavras terminadas em “u”. A regra é simples: basta acrescentar o “s”. Então: degrau – degraus; troféu – troféus; baú – baús; réu – réus.
Muita gente boa acha que o plural de réu é réis. Não é. Réis é o nome de uma antiga moeda brasileira. Fique esperto, sim?
Agora, as palavras terminadas em “l” pedem um pouco mais de atenção, porque aqui temos duas regras.
Quando terminadas em -al, -el, -ol e -ul, substitui-se o “l” por “is”. Assim: varal – varais; papel – papéis; lençol – lençóis; azul – azuis.
Mas vamos complicar um pouquinho? E o plural da palavra gol. Você sabe?
Gol foge à regra, pois vem de “goal”, no inglês, e tem três plurais. Olha só: gols – a forma mais conhecida; goles – raramente utilizada; gois – segue a regra e também está registrada nos dicionários, mas quase ninguém usa.
Mas note: a segunda regra para palavras terminadas em “l” diz respeito àquelas terminadas em “il”.
Assim, quando forem oxítonas — ou seja, quando a sílaba tônica for a última —, trocamos o “il” por “is”. Então: canil – canis; fuzil – fuzis.
E, quando forem paroxítonas — isto é, quando a sílaba tônica for a penúltima —, trocamos “il” por “eis”. Logo: réptil – répteis; fóssil – fósseis.
E quando terminam em “r, “z” e “s” a regra também não é das mais difíceis: basta acrescentar “es”. Olha só: mulher – mulheres; raiz – raízes; português – portugueses.
No entanto, há um pequeno detalhe: quando as palavras terminadas em “s” são paroxítonas — ou seja, quando a sílaba mais forte está na penúltima —, elas ficam exatamente iguais no plural. É o caso de lápis, atlas, pires, ônibus, vírus. Um alívio, convenhamos…
Seguindo, chegamos às palavras terminadas em “m”. Aqui, também não há mistério: o “m” dá lugar ao “ns”. Portanto: garagem – garagens; jardim – jardins; bombom – bombons.
Já as terminadas em “n” vivem uma espécie de “dupla personalidade”, pois admitem duas formas no plural. Pólen pode ser polens ou pólenes; hífen pode ser hifens ou hífenes; e abdômen, abdomens ou abdômenes. Sim, o português permite… e cada um escolhe a forma que soar melhor ao ouvido.
E, para fechar o assunto de hoje, temos as terminadas em “x”. Aqui, a regra é quase preguiçosa: nada muda; apenas o artigo indica o plural. Então: o tórax, os tórax; o látex, os látex; o ônix, os ônix.
Bom… por ora é só. Prometo voltar, em breve, com plurais um pouquinho mais complicados.
Espero ter ajudado. Um abraço e até a próxima!

