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POESIA: A CHAMADA SEMANA SANTA

A CHAMADA SEMANA SANTA

Na mesa simples do lar reunido,
Surge a dúvida em tradição,
Se a carne é culpa ou permitido,
Se há pecado na alimentação,
Mas a Palavra traz sentido,
E liberta o coração.
Não foi Deus quem escreveu,
Que há dias de proibição,
Foi o homem que escolheu,
Criar regra e imposição,
Mas Cristo mesmo esclareceu,
O erro dessa falsa visão.
Não é o prato que contamina,
Nem o alimento em si,
A verdade divina ensina,
O que devemos refletir,
É a alma que se inclina,
Ao mal que sai daqui.
Jesus falou com clareza,
Sem rodeio ou confusão,
Que não há impureza,
No que entra pela mão,
Mas sim na natureza,
Do que sai do coração.
A boca é fonte que revela,
O que há no interior,
Se a palavra é dura ou bela,
Se carrega ódio ou amor,
É nela que se desvela,
O verdadeiro valor.
A carne não é condenada,
Nem o alimento comum,
Toda criação foi dada,
Por Deus, que fez tudo bom,
A culpa não está na estrada,
Mas no rumo de cada um.
Há quem julgue o irmão,
Pelo que escolhe comer,
Mas ignora a intenção,
Do viver e do proceder,
Esquecendo que a salvação,
Não vem do parecer.
Semana Santa é memória,
Do sacrifício na cruz,
Não é dieta obrigatória,
Mas lembrar-se de Jesus,
Que venceu toda a história,
E trouxe eterna luz.
Se alguém quiser se abster,
Que seja por devoção,
Mas não para se erguer,
Criando uma falsa religião,
Pois Deus quer mais do viver,
Do que simples negação.
Assim seguimos firmados,
Na Verdade que Ele ensinou,
Não por ritos impostos ou criados,
Mas pelo amor que libertou,
Pois somos todos purificados,
Por Jesus Cristo que ressuscitou.
Moiseis Oliveira da Paixão


Fonte: Tribuna Popular

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