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Promessa ou oportunismo? Povo de Rondônia reage com indignação a discurso de Marcos Rogério sobre o pedágio da BR-364

PORTO VELHO, RO – O cenário político em Rondônia ferve com o início das movimentações para as eleições de 2026, mas o tema que realmente domina as conversas — e as redes sociais — não são as alianças, e sim o bolso do cidadão. A recente postura do senador e pré-candidato ao Governo, Marcos Rogério (PL), criticando o alto valor do pedágio na BR-364, desencadeou uma onda de ceticismo e revolta na população, que vê na fala um tom de conveniência eleitoral.
O pedágio “mais caro do Brasil” pesa no estado pobreCom praças de pedágio chegando a cobrar R$ 37,00 (como em Cujubim), o trecho rondoniense da BR-364 tornou-se um símbolo de asfixia econômica. Para um estado jovem, que luta para consolidar sua infraestrutura e onde grande parte da população vive da agricultura familiar e do transporte de cargas, esses valores são vistos como um impeditivo ao desenvolvimento.
“É um absurdo pagar esse valor em um estado onde tudo ainda está por fazer. Esse dinheiro sai da comida da nossa mesa”, desabafou um internauta em uma das publicações que viralizaram nesta semana.

Onde estava o Senador? A pergunta que não quer calarO centro das críticas contra Marcos Rogério reside na sua trajetória parlamentar. Internautas e opositores não cansam de lembrar que o senador ocupou a presidência da Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) do Senado — justamente o órgão que debate e fiscaliza as concessões federais.A opinião pública questiona por que a “indignação” com os preços abusivos só surgiu agora, às vésperas da campanha para o Palácio Rio Madeira.■ Inércia no passado: Críticos apontam que o senador teve o “canetaço” e a voz nas mãos durante as audiências públicas e os estudos da ANTT, mas o contrato foi assinado com as tarifas atuais.■ Memória Digital: Prints de comentários e vídeos antigos circulam nos grupos de WhatsApp, confrontando o silêncio de outrora com o barulho atual das “diligências” de fiscalização promovidas pelo parlamentar.”Conversa para boi dormir”

Nas ruas de Porto Velho, Ji-Paraná e Vilhena, o termo “eleitoreiro” é o mais ouvido. A população demonstra um amadurecimento político ao entender que, uma vez assinado o contrato de concessão, a margem para redução tarifária é juridicamente complexa.Muitos veem as promessas de Marcos Rogério como uma tentativa de se desvincular de um problema que ele ajudou a gerir (ou permitiu que ocorresse) enquanto autoridade em Brasília. O sentimento é de que Rondônia, por ser um estado com menor representatividade política nacional, está sendo “usada” como laboratório para tarifas predatórias, enquanto seus representantes assistem de camarote.Impacto nas urnasSe em 2022 o discurso da infraestrutura foi um trunfo, em 2026 ele pode ser a pedra no sapato de Marcos Rogério. O “termômetro” das redes sociais indica que o eleitor rondoniense não aceitará promessas vazias sobre a BR-364 sem uma explicação clara de por que nada foi feito quando ele tinha o poder de interferir diretamente nos contratos.
Nota-se neste video em que o Senador Marcos Rogério na presidência da Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) do Senado — justamente o órgão que debate e fiscaliza as concessões federais nao debate em momento nenhum os valores do pedágios. 
 


Fonte: TUDO AMAZÒNIA – Sua fonte de notícias na cidade de Cacoal-RO

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