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PT acata suspensão da pesquisa AtlasIntel por indícios de indução, anuncia Edinho Silva

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, declarou nesta terça-feira (9) que o partido respeita a decisão do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, de suspender a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada em 19 de maio, que apontava queda de seis pontos nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro após o vazamento dos áudios envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro.
“Se ele tomou essa decisão, deve ter fundamento. Respeitamos. Decisão do Poder Judiciário, você não debate, você respeita. Temos muito respeito pelo ministro Nunes Marques. Temos certeza de que ele vai conduzir o processo eleitoral da melhor forma possível. Então, vamos sempre acatar aquilo que o TSE decidir e que o presidente do TSE expressar por meio de suas decisões”, declarou a jornalistas na sede nacional do partido em Brasília.
Postura cautelosa
A declaração foi feita durante a abertura do seminário “Caminhos para Democratização e Autocorreção do Sistema de Justiça Brasileiro”, evento promovido pelo PT para debater propostas de reforma do Judiciário. Edinho evitou defender expressamente a decisão, mas também evitou qualquer crítica direta ao ministro. A postura contrasta com declarações de integrantes do campo petista que, nas horas seguintes ao anúncio de Nunes Marques, classificaram a medida como censura eleitoral.
Decisão no TSE
A suspensão determinada por Nunes Marques é liminar e está na pauta do plenário do TSE para referendo ou derrubada pelos demais ministros. O PL havia alegado que o questionário de 48 perguntas da pesquisa foi estruturado para induzir respostas negativas, ao incluir questões específicas sobre os áudios vazados e seu impacto na candidatura de Flávio.
Alianças estaduais
No mesmo evento, Edinho Silva afirmou que a reeleição de Lula será a prioridade central das alianças regionais do PT em 2026. Na prática, os interesses do Planalto poderão se sobrepor às decisões dos diretórios estaduais. A declaração recai sobre estados como Goiás e Minas Gerais, onde os diretórios regionais aprovaram resoluções para lançar candidatos próprios ao governo estadual.


Fonte: Conexão Política

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