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Tirzepatida pode auxiliar no tratamento do lipedema, mas não substitui abordagem completa, explica médico

Embora a tirzepatida tenha ganhado destaque no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2, seu uso também tem despertado interesse entre pacientes com lipedema. No entanto, segundo o médico Dr. Everaldo Ferreira, da Kacoal Clínica Médica, o medicamento não representa a cura da doença e deve ser utilizado apenas em situações específicas, sempre com indicação médica.
De acordo com o especialista, o lipedema é uma doença crônica caracterizada pelo acúmulo anormal de gordura, principalmente nas pernas. A condição pode causar dor, sensibilidade ao toque, sensação de peso, inchaço e dificuldade de mobilidade, afetando significativamente a qualidade de vida dos pacientes.
“O lipedema não é apenas uma questão estética. Trata-se de uma doença que precisa ser diagnosticada corretamente para que o tratamento seja individualizado e eficaz”, destaca o médico.
Nos últimos anos, a tirzepatida passou a ser estudada e utilizada em pacientes com lipedema que também apresentam sobrepeso ou obesidade. Segundo o Dr. Everaldo Ferreira, nesses casos o medicamento pode contribuir para a redução do peso corporal, diminuindo a sobrecarga sobre os membros inferiores e favorecendo o controle dos sintomas. Entretanto, ele ressalta que a medicação não elimina a gordura característica do lipedema nem substitui outras medidas terapêuticas.
“O tratamento deve ser sempre definido após avaliação médica. Cada paciente apresenta um quadro diferente e precisa de uma estratégia personalizada”, explica.

O especialista reforça que o manejo do lipedema envolve uma abordagem multidisciplinar. Além do controle do peso quando necessário, podem fazer parte do tratamento mudanças na alimentação, prática regular de atividade física orientada, fisioterapia, drenagem linfática, uso de meias de compressão e acompanhamento clínico contínuo. Em alguns casos, procedimentos cirúrgicos também podem ser indicados.
Segundo o médico Dr. Everaldo Ferreira, quando o tratamento é realizado de forma adequada, é possível reduzir o excesso de peso em pacientes que apresentam obesidade associada, aliviar sintomas como dor e sensação de peso nas pernas, além de melhorar a disposição e a qualidade de vida.
O profissional alerta ainda para os riscos da automedicação. “A popularização da tirzepatida fez com que muitas pessoas buscassem o medicamento por conta própria. Isso pode trazer riscos à saúde, principalmente quando não há uma avaliação criteriosa sobre a real necessidade do tratamento e possíveis contraindicações”, afirma.
Para pacientes com suspeita ou diagnóstico de lipedema, a recomendação é procurar atendimento especializado para definir a melhor estratégia terapêutica para cada caso, sempre baseada em critérios clínicos e acompanhamento médico contínuo.


Fonte: Tribuna Popular

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