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Seleção iraniana é enviada à Copa do Mundo com gritos de “Morte à América”

Seleção iraniana durante cerimônia de despedida, em Teerã, para a Copa do Mundo 2026 Foto: EFE/EPA/ABEDIN TAHERKENAREH
Na véspera da Copa do Mundo, a República Islâmica do Irã promoveu uma cerimônia oficial de despedida à sua seleção nacional de futebol, transmitida pela IRINN TV, com destino à Copa do Mundo da FIFA de 2026, sediada conjuntamente pelos Estados Unidos, Canadá e México.
O evento, realizado em Teerã, mesclou a celebração esportiva com forte carga política: cânticos coletivos de “Morte à América” e “Morte a Israel” foram liderados pelo mestre de cerimônias, que enfatizou o alcance simbólico da voz popular “do campo de batalha à Casa Branca”.
Um combatente ferido, associado a operações com lançadores de mísseis, foi homenageado, e o comandante de alto escalão do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), Hossein Yekta, comparou a defesa em campo ao bloqueio do Estreito de Ormuz, afirmando que a participação iraniana visava trazer “tristeza” ao presidente Donald Trump.
Essa manifestação pública ocorreu em paralelo a intensas negociações diplomáticas entre Teerã e Washington.
O presidente Trump convocou uma rara reunião de gabinete em Camp David para discutir o andamento das tratativas com o Irã, em meio a um cessar-fogo frágil e recentes ações militares limitadas de caráter defensivo no Estreito de Ormuz.
As conversas envolvem temas sensíveis, como o programa nuclear iraniano, verificações internacionais, alívio seletivo de sanções e a reabertura segura da rota marítima estratégica.
A FIFA, por sua vez, enfrenta o desafio habitual de manter o esporte afastado de questões políticas, embora eventos como esse tornem a separação cada vez mais difícil.
No Congresso da FIFA em Vancouver, em 30 de abril de 2026, o presidente da Federação Palestina de Futebol, Jibril Rajoub, recusou-se a apertar a mão ou mesmo a permanecer ao lado do vice-presidente da Federação Israelense de Futebol, Basim Sheikh Suliman. A cena ocorreu após convite direto do presidente da FIFA, Gianni Infantino, que tentou promover um gesto de união entre as partes.
A entidade, que reúne 211 federações nacionais com realidades políticas, culturais e históricas distintas, busca preservar o futebol como espaço de encontro. No entanto, quando conflitos entre nações se refletem dentro de suas instalações — seja em cânticos em cerimônias de despedida, seja em recusas a gestos protocolares — a instituição é colocada à prova.
Em suma, esses casos ilustram o desafio atual de organizações esportivas globais em manter o equilíbrio diante de países que usam o esporte para fins políticos. A solução não está em ignorar a política, mas em criar regras claras para lidar com tensões simbólicas em eventos internacionais.
Neste jogo político e bélico, uma coisa é certa: apenas uma nação sairá vencedora…


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