Um caso suspeito de ebola registrado em São Paulo colocou autoridades de saúde em estado de atenção e mobilizou protocolos especiais de vigilância epidemiológica no estado.
Segundo informações da Secretaria Estadual da Saúde, o paciente apresenta critérios compatíveis para investigação da doença e está sendo acompanhado por equipes especializadas. O caso segue em análise laboratorial e ainda não há confirmação da infecção pelo vírus.
A suspeita surge em meio ao avanço de novos surtos de ebola registrados em países africanos, principalmente na República Democrática do Congo e em Uganda, onde autoridades internacionais monitoram centenas de casos suspeitos e dezenas de mortes relacionadas à doença.
Apesar da investigação em andamento, a Secretaria da Saúde reforçou que o risco de transmissão da doença no Brasil continua sendo considerado muito baixo. Entre os fatores levados em conta estão a inexistência de transmissão local do vírus na América do Sul, a ausência de voos diretos entre as áreas afetadas e o fato de a doença exigir contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas para ocorrer a transmissão.
Estado ativou protocolo especialDiante da suspeita, os órgãos de vigilância epidemiológica reforçaram os protocolos de identificação, isolamento e investigação de possíveis casos.
Em São Paulo, toda suspeita da doença deve ser comunicada imediatamente às autoridades sanitárias. O Instituto de Infectologia Emílio Ribas é a unidade de referência estadual para atendimento de pacientes suspeitos ou confirmados. Já o Instituto Adolfo Lutz é responsável pelos exames laboratoriais especializados.
A eventual remoção de pacientes considerados suspeitos é realizada pelo Grupo de Resgate e Atendimento às Urgências e Emergências (GRAU), seguindo protocolos específicos de biossegurança.
Quais são os sintomas do ebola?A doença causada pelo vírus Ebola costuma se manifestar de forma repentina.
Entre os principais sintomas estão:
febre alta;
dor de cabeça intensa;
dores musculares;
fadiga;
náuseas;
vômitos;
diarreia;
dor abdominal.
Nos quadros mais graves, a infecção pode evoluir para hemorragias, choque e falência múltipla de órgãos. O período de incubação varia entre dois e 21 dias após a exposição ao vírus.
Como ocorre a transmissão?Especialistas reforçam que o ebola não é transmitido pelo ar.
A contaminação acontece principalmente por contato direto com sangue, secreções ou outros fluidos corporais de pessoas infectadas que já apresentam sintomas da doença. O risco de transmissão aumenta em ambientes sem proteção adequada ou durante o contato direto com pacientes contaminados.
Segundo as autoridades sanitárias, pessoas que tiveram exposição considerada de risco podem ser monitoradas por até 21 dias, período máximo conhecido para o surgimento dos sintomas.
Surto na África preocupa autoridades internacionaisO alerta sanitário ocorre após a Organização Mundial da Saúde acompanhar novos surtos da doença em regiões da África.
Dados recentes apontam centenas de casos suspeitos e mais de uma centena de mortes investigadas em áreas afetadas da República Democrática do Congo e de Uganda. As autoridades internacionais monitoram a evolução do cenário devido ao potencial de disseminação da doença em regiões com infraestrutura de saúde limitada.
Até o momento, o caso registrado em São Paulo segue em investigação e aguarda resultado definitivo dos exames laboratoriais. As autoridades reforçam que não existe confirmação da doença e que as medidas adotadas têm caráter preventivo para evitar qualquer risco à população.
Fonte: TUDO AMAZÒNIA – Sua fonte de notícias na cidade de Cacoal-RO

