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Segurança de Mendonça é reforçada após ministro assumir relatoria do caso Master e do inquérito do INSS no STF

O ministro André Mendonça, do STF, teve a segurança reforçada após assumir a relatoria do caso Master. A medida foi adotada após avaliação interna do tribunal identificar aumento de risco à integridade física do magistrado. Mendonça também conduz as investigações sobre fraudes em descontos de aposentados e pensionistas do INSS.
Medidas adotadas
Foto: Andressa Anholete/STF
Segundo assessores e pessoas próximas à corte, a análise técnica que levou ao incremento do esquema de proteção significa, na prática, maior número de policiais envolvidos, presença mais ostensiva dos agentes em determinadas atividades, uso de equipamentos adicionais e acompanhamento criterioso de eventuais ameaças.
Extensão à família
A proposta em análise pelo STF prevê estender o aparato de segurança à família do ministro, incluindo a esposa e os filhos. Nos últimos meses, Mendonça passou a usar colete à prova de balas em atividades fora da agenda institucional, incluindo pregações religiosas na Igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo, onde também atua como pastor.
Origem das relatoria
Mendonça foi designado novo relator do caso Master após a saída de Toffoli, acertada em reunião com todos os ministros em fevereiro, depois da revelação de ligações de Toffoli com o banco.
Mendonça também substituiu Toffoli nos processos sobre fraudes no INSS, após o procurador-geral da República, Paulo Gonet, contestar a relatoria do ministro e pedir a redistribuição do caso por sorteio.
Peso eleitoral
No Congresso, a nova prisão do banqueiro Daniel Vorcaro e o avanço do inquérito do INSS sobre um dos filhos do presidente Lula turbinaram, entre políticos do centrão, a percepção de que Mendonça terá papel decisivo no pleito de outubro.
Auxiliares do magistrado já admitem que as investigações sobre o Banco Master devem invadir o período de campanha e levar Mendonça a proferir decisões que podem, inclusive, se arrastar e alcançar os dias oficiais do 1º e 2º turno, marcados para 4 e 25 de outubro.
O STF e o gabinete do ministro não comentaram oficialmente o novo protocolo de segurança.


Fonte: Conexão Política

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