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A Polícia Federal deflagrou, na manhã de quarta-feira (8), a Operação Reduto, com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Ministério Público de Rondônia (MPRO), para investigar a suposta prática dos crimes de fraude em licitações, peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
Conforme apurou a reportagem do Extra de Rondônia, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, sendo nove em Ariquemes, oito em Porto Velho e dois em Manaus (AM), além de dois mandados de prisão preventiva em Ariquemes, expedidos pelo Tribunal de Justiça de Rondônia.
A decisão judicial também determinou o afastamento de 11 servidores públicos de suas funções, bem como o bloqueio de bens, ativos financeiros e criptoativos dos investigados, até o limite de R$ 9 milhões.
As investigações tiveram início em 2024, após Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) encaminhados pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que apontaram movimentações financeiras suspeitas envolvendo uma empresa sediada em Manaus com contratos públicos em Rondônia.
De acordo com a Polícia Federal, o aprofundamento das investigações indicou a possível atuação de uma associação criminosa organizada em duas frentes. A primeira seria responsável por fraudar licitações e direcionar contratos públicos no município de Ariquemes. A segunda estaria ligada ao suposto desvio de recursos públicos por meio de contas de servidores comissionados da Assembleia Legislativa de Rondônia, em prática conhecida como “rachadinha”.
Ainda segundo a PF, foram identificadas movimentações financeiras superiores a R$ 9 milhões incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos investigados. As medidas judiciais cumpridas nesta fase visam reunir novos elementos para o avanço das investigações.
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Fonte: Extraderondonia.com.br

