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A ideologia política e a convocação de Neymar

Neymar Foto: Carl de Souza/ AFP
Nesta segunda (18), foi a convocação da Seleção Brasileira, e com ela a polêmica se Neymar deveria ou não ser convocado. Claro que o questionamento de alguns à convocação do atacante santista se deveu à sua condição física. No entanto, muita gente o fez não por causa do futebol desenvolvido pelo jogador brasileiro, mas sim por questões ideológicas. Assim, nessa perspectiva, teve gente torcendo pela não convocação do jogador, visto que ele tem um viés político à direita.
É possível que ao ler este artigo alguém esteja a dizer: “Mas, pastor, o futebol sempre foi usado politicamente no Brasil, veja por exemplo como os militares usaram a Copa de 70 como propaganda do regime”.
Ora, eu sei disso; contudo, a diferença de ontem para hoje é a polarização digital extrema; visto que tudo que acontece neste tupiniquim país vira esquerda x direita.
Veja bem, eu acompanho os jogos da Seleção Brasileira em Copas do Mundo desde 1978.
Lembro que a Copa de 1982, dirigida por Telê Santana, mobilizou a nação inteira. Naquela época, as ruas se vestiram de verde e amarelo, e o povo unido celebrava cada vitória da Seleção Canarinho.
Hoje, devido à polarização política, não é mais assim, mesmo porque o desejo de muitos é que o Brasil perca por causa da identidade política de alguns jogadores; o que reflete o clima de beligerância existente na nação.
Caro leitor, a Copa está chegando e, como brasileiros, penso que, juntos, independentemente da ideologia política deveríamos deixar de lado nossas percepções políticas e torcer para que mais uma vez o Brasil unido possa gritar, em alto e bom som: “Somos campeões mundiais!”
Que venha o hexa!


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