Confira as notícias do dia, por Cícero Moura.
EM OUTUBRO
As eleições de 2026 também serão marcadas pelas escolhas. E, na política, muitas vezes o maior desafio não é convencer o eleitor, mas decidir qual disputa enfrentar.
Foto: Reprodução / Redes Sociais
ESCOLHAS
Na bancada federal de Rondônia, dois exemplos ilustram bem essa realidade. Os deputados federais João Chrisóstomo e Tiago Flores optaram por buscar a reeleição à Câmara dos Deputados.
ESCOLHAS 2
Enquanto nomes como Sílvia Cristina e Fernando Máximo — os dois na condição de pré-candidato ao Senado — caminham por uma trilha bem mais desafiadora.
DOIS PESOS
A diferença entre as duas disputas é significativa. Um candidato à reeleição para deputado federal costuma trabalhar uma base eleitoral consolidada, construída ao longo do mandato por meio da destinação de emendas parlamentares, apoio às prefeituras, presença constante nos municípios e relacionamento com lideranças locais. É um eleitorado mais segmentado e previsível.
MILITAR APOSENTADO
João Chrisóstomo deverá explorar justamente esse ativo político: os recursos destinados aos municípios e a defesa de pautas que marcaram sua atuação parlamentar.
DELEGADO
Já Tiago Flores chega à disputa com um patrimônio político acumulado antes mesmo de chegar à Câmara.
Foto: Redes Sociais / Tiago Flores
DELEGADO 2
Ex-prefeito de Ariquemes, mantém forte influência na região do Vale do Jamari e tem intensificado, há muitos meses, uma agenda permanente de visitas ao interior, participação em eventos e forte presença nas redes sociais.
DELEGADO 3
Trata-se de uma estratégia clássica de quem busca manter viva a conexão direta com seu eleitorado.
ENTENDIMENTO
Em ambos os casos, o objetivo parece claro: preservar o mandato em uma disputa considerada mais controlável do ponto de vista eleitoral.
MAIS SELETO
O cenário muda completamente quando o assunto é Senado. Uma candidatura majoritária exige outra estrutura, outro nível de exposição e uma capacidade muito maior de diálogo com todas as regiões do Estado.
IDENTIFICAÇÃO
O candidato deixa de falar para nichos específicos e precisa construir uma identidade estadual. É nesse ambiente que entram nomes como Sílvia Cristina e Fernando Máximo.
PAUTA
Sílvia Cristina chega fortalecida por uma bandeira que se tornou praticamente sua marca política: o combate ao câncer.
Foto: Reprodução / Redes Sociais
RECURSOS
Ao longo do mandato, destinou mais de R$ 220 milhões para fortalecer a rede de atendimento oncológico em Rondônia, recursos que contribuíram para a estruturação dos Centros de Prevenção e Diagnóstico do Câncer em Ji-Paraná e Vilhena, para a implantação da Carreta do Amor e para investimentos contínuos no Hospital de Amor.
NO BRASIL
Sílvia é ousada e foi além de Rondônia. Ela também participou da articulação do Plano Nacional de Combate ao Câncer.
MÉDICO
Fernando Máximo, por sua vez, construiu sua trajetória política principalmente na área da saúde, período em que foi secretário estadual de Saúde antes de se eleger deputado federal.
RECONHECIMENTO
Sua atuação lhe conferiu reconhecimento em um segmento importante do eleitorado, embora, na disputa pelo Senado, inevitavelmente dialogue com parte do mesmo público que reconhece o trabalho desenvolvido por Sílvia Cristina na saúde pública.
OUTRAS ÁREAS
A disputa majoritária, entretanto, não permite depender apenas de um segmento. O eleitor espera do candidato ao Senado posicionamentos sobre infraestrutura, segurança, agronegócio, desenvolvimento econômico, educação e temas nacionais.
AMPLITUDE
É uma campanha mais extensa, mais cara e politicamente mais complexa. Inevitavelmente, os dois precisam também falar sobre segurança, obras, pavimentação, industrialização, entre outros temas.
RISCO MENOR
Por isso, muitos parlamentares fazem um cálculo pragmático: permanecer na Câmara pode representar menor risco eleitoral do que disputar uma única vaga no Senado, onde o vencedor precisa alcançar votação expressiva em praticamente todas as regiões do Estado.
OBSERVAÇÃO
Nessa disputa considerada bastante desafiadora, a eleição de 2026 mostrará qual estratégia se revelou mais eficiente.
OBSERVAÇÃO 2
De um lado, deputados que apostam na força das bases construídas ao longo do mandato. De outro, candidatos que aceitam o desafio de ampliar seu alcance político em busca de um dos cargos mais disputados da República.
OBSERVAÇÃO 3
Na política, nem sempre vencer depende apenas do currículo. Muitas vezes, depende de escolher a batalha certa.
FRASE
Quem escolhe a honestidade como caminho dificilmente perde o respeito das pessoas.
Fonte: Tribuna Popular

