Protesto pelo fim da escala 6×1, em São Paulo Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Quem, como eu, veio da camada mais humilde da sociedade sabe o que é enfrentar as dificuldades da vida desde cedo. Fui menino engraxate, cortador de cana, apanhador de algodão. Experimentei, portanto, o que há de mais rude na realidade de muitos brasileiros. Hoje, como legislador, jamais trairia minhas origens. Sou, e sempre serei, a favor dos trabalhadores.
No entanto, ser a favor dos trabalhadores não significa apoiar propostas de governos populistas que prometem benefícios sem lastro financeiro. Medidas como a redução da jornada de trabalho com manutenção integral dos salários podem parecer positivas à primeira vista, mas representam, na prática, uma maquiagem perigosa nas finanças das empresas.
A conta, inevitavelmente, chega. E quem paga é o próprio trabalhador, com a possível redução de vagas de emprego, além do enfraquecimento das empresas, muitas das quais podem não suportar o impacto e acabar fechando as portas.
Há ainda aqueles que, de forma desonesta, tentam me retratar como alguém contrário aos trabalhadores. Isso não corresponde à verdade. Sou visceralmente a favor de quem trabalha, porque conheço essa realidade. Mas também entendo a importância de manter a máquina econômica funcionando.
O que se propõe, muitas vezes, é a distribuição de recursos que simplesmente não existem, em um caminho irresponsável que pode levar à quebra do país. O verdadeiro problema das finanças públicas não está nos salários, mas na corrupção que, de forma recorrente, compromete os cofres públicos em diferentes setores.
Finalizo pedindo a Deus que nos conceda equilíbrio para legislar com responsabilidade, sem ceder a soluções fáceis e discursos populistas. Que Ele derrame suas mais escolhidas bênçãos sobre todos os trabalhadores do nosso país.

