Al Jnah, subúrbio do sul de Beirute Foto: Irahim AMRO / AFP)
Essa pergunta deixou de ser teoria e passou a ser debatida com seriedade diante da crise no Oriente Médio. O conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel atingiu um novo nível com o impasse no Estreito de Ormuz. O que antes era regional agora começa a afetar também os interesses de todo o sistema global.
O ponto central dessa escalada está no controle de uma das rotas mais estratégicas do planeta. O Estreito de Ormuz responde por cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo, além dos fertilizantes que são usados na produção de alimentos. Sua instabilidade já pressiona os preços e afeta inúmeras cadeias logísticas super importantes.
Além disso, o conflito envolve alianças e interesses que vão muito além da região. Ataques, ameaças e movimentações militares aumentam o risco de um efeito dominó. A história mostra que guerras mundiais não começam de forma declarada, mas por escaladas sucessivas. E o cenário atual apresenta exatamente esse padrão.
Diante disso, o mundo entra agora em uma fase de alerta silencioso, em que qualquer decisão mal calculada dos governantes pode ampliar ainda mais o conflito. Não se trata apenas de um problema localizado, mas de um teste para o equilíbrio global. A grande questão agora é até onde essa escalada pode chegar.

