No dia 5 de dezembro do ano passado, quando acabou o sorteio dos 12 grupos da “maior copa do mundo de todos os tempos”, logo os comentários foram de que alguns países poderiam terem sido beneficiados, tais as disparidades existentes entre as seleções. No Grupo C, com Brasil, Marrocos, Escócia e Haiti ninguém tinha dúvida, apesar dos pífios resultados brasileiros nas eliminatórias, quando ficamos com 28 pontos, em 5º lugar, um a mais que a Bolívia.
Na Copa América – antigo Campeonato Sulamericano – o último ganho pelo Brasil foi o de 2019. A Argentina ganhou os de 2021 e 2024. Nos preparativos para a Copa o Brasil perdeu da França e ganhou outros 3 jogos, inclusive da temível seleção do Panamá.
Pelo outro lado, “los hermanos” chegaram lá com um currículo invejável: 39 pontos, 9 a mais que o Uruguai, vice, e no sorteio, no grupo J tinham a Argélia (0x3 Argentina), Áustria 0x2, e Jordânia 1×3.
Já no primeiro jogo, a Argentina ganhando de 1×0, o Messi dá um sola do por trás da panturrilha do jogador argelino. A regra é clara, mas o árbitro polonês não teve coragem de expulsar o capitão argentino e a comentarista Ana Paula Oliveira (BandSport e Uol) achou que não foi nada. Era a primeira rodada e daí em diante o que se viu foi um festival de, digamos, queixas e fortes “enganos” nos jogos ganhos pelos tricampeões mundiais.
Na arquibancada, contra o Egito, ficou fácil apontar para quem o presidente da Fifa estava torcendo.
Diz a lenda que na Copa de 1934, na Itália, o ditador Mussolini era quem escalava os árbitros para os jogos de seu país, que acabou campeão.
Domingo a Espanha destruiu o sonho da “La Albiceleste”: mandou no jogo, com 20 finalizações (12 rumo ao gol), enquanto o time de Messi deu só 2 chutes, nenhum rumo ao gol.
A Espanha venceu de 1×0 e levou o seu bicampeonato.
Os amantes do futebol deveriam dizer: “Muito obrigado La Furia Roja. Vocês salvaram o futebol”.
Fonte: Tribuna Popular

